TRAJETÓRIA

September 24, 2018

Quando criança sempre ouvia dos meus pais: “Filho, sai da rua!! É perigoso demais.”. Com apenas uma década de vida, descobri a grosso modo, que esta frase não é uma verdade absoluta. E essa descoberta ocorreu numa manhã de domingo comum; semelhante a qualquer outra já vivenciada nos poucos 11 anos de vida que eu tinha.

Logo após um almoço de domingo em família, abri o portão da garagem, apoiei a bike neste mesmo portão para eu conseguir subir na magrela (que era do meu pai; eu sequer alcançava o banco para sentar). Respirei fundo e preparei o espirito para que eu, numa única pedalada, saísse no ‘gás’ rua afora. Antes que eu pudesse ter qualquer reação física ou psicológica, um carro simplesmente resolveu invadir minha garagem adentro e me acertou em cheio. O impacto foi tão violento que aguardei a ajuda por socorro com uma parte do corpo na minha casa e a outra no quintal da vizinha (Calma!! Não fui partido ao meio. Simplesmente transpassei o muro com bicicleta e tudo). Só estou vivo por causa daquilo que considero um ‘milagre’.

Uma nova chance me foi dada.. Mas o custo foi alto. Preço que naquele momento ‘eu não’ estava disposto a pagar. Lembro de ter pedido ao médico: “Tio, assim eu não quero. Prefiro morrer.”.

 

Médico fajuto! Não atendeu o meu pedido. (risos)

 

Ele apenas me disse: “Doug, você terá uma vida praticamente comum. A única diferença é que as pessoas matarão ‘um leão’ por dia; você, dois!!” Ouvi, processei, absorvi, mas não me preparei para o que estava por vir. Tempos difíceis..

Depois de uma década de autocomiseração, ostracismo social e vergonha, comecei a entender que meu futuro só poderia ser escrito por mim; por mais ninguém.

 

A primeira ação que tomei foi visitar uma academia. Que descoberta!! Comecei a me socializar ao mesmo tempo em que ganhava massa muscular e mudava as características raquíticas que eu possuía. E minha vida estava seguindo seu fluxo normalmente. Até que uma ‘amiga’ comentou que fazia o tal do CrossFit. Referente a isso, não dei a ênfase necessária naquele momento. Afinal, CrossFit pra mim nada mais era do que ‘malhação’ de um folhetim da TV.

 

Num dia qualquer, voltando do trabalho, decidi conhecer de perto. Fiz aulas experimentais em alguns boxes, mas nada que me convertesse. (risos)

Por fim, numa dessas viagens do trabalho para a academia, passei em frente a um Box não muito longe de casa. Fui muito bem recepcionado em todos os Boxes anteriores pelo qual passei, mas este ultimo... Tinha um ziriguidum que não sei explicar o que era, mas era BOM!! Era a SAURUS!!

 

De cara já mandei o recado: “Sou PCD!”. E também de cara já ouvi: “Sem problema. Vamos te mostrar do que você é capaz!” (Me cativou)

Emendei na lata: “Vou tirar vocês da zona de conforto...”

E ouvi de bate-pronto: “É o que mais quero!” (Pronto, me conquistou.) [Vlw Coach Marião, pelo incentivo 😉]

 

Março de 2018. Está é a data de inicio de algumas mudanças que minha rotina e meu corpo sofreriam. A começar pela mobilidade. Percebi que daria um pouquinho de trabalho quando tive o ‘privilégio’ de ter 2(dois) coachs na minha aula experimental. Muito grato, Coach Marcelo e Coach Fabricio pelo tempo desperdiçado a mim!! Lembro também do meu primeiro WOD elaborado e assistido pelo Coach Henrique (sabe muito) na aula funcional. Mau conseguia agachar na caixa... meus primeiros Wallball’s foram um desastre com caixa e tudo. Até hoje não compreendo o WOD. Quando ele começa, não vejo a hora de acabar; quando ele acaba, não vejo a hora de começar. Caiu por terra toda a concepção negativa que eu tinha sobre o CrossFit. Nesses anos de lutas travadas dia após dia, o CrossFit foi uma das maiores. Talvez por isso eu o queira tanto. Todos os dias, novos conhecimentos e técnicas são aprendidos.

 

 

É o desafio que me fascina... Me desafie, e pode levar uma hora, um dia, um ano, ou até mesmo uma década..., mas provarei que sou capaz. Acredite!! Tenho feito isso a vida toda...

 

Doug Ribbie

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